3.780 idosos foram vítimas de violência, entre janeiro e outubro de 2017

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Um total de 3.780 pessoas de mais de 65 anos de idade foram vítimas de violência entre os meses de janeiro e outubro, inclusive, de 2017, de acordo com dados fornecidos pelo Governo e que, além disso, se mantêm na média dos últimos sete anos.


O Executivo forneceu estas informações em resposta a uma pergunta parlamentar realizada pelo deputado socialista Miguel Ángel Heredia, porta-voz em matéria de Pesca, que questionou o Executivo sobre as estatísticas de violência contra os idosos, a partir de 2011 até a atualidade.


Concretamente, há sete anos, o número de vítimas de violência com mais de 65 anos era de 3.603, um número que tem vindo a aumentar –3.605, em 2012; 3.820, em 2013; e 3.933, em 2014– até chegar aos 4.316, em 2015, o número mais alto registrado neste período. Em 2016, o número reduziu-se ligeiramente, até os 4.098.


Em sua resposta, recolha-se pela Europa Press, o Governo reconhece que este é um assunto que merece a atenção e a resposta de toda a sociedade e que é necessária uma “política pública específica e ambiciosa” que se inclua no âmbito da Estratégia Nacional para as Pessoas Idosas que, atualmente, está em processo de elaboração.


Para o PSOE, o que Portugal precisa é de trabalhar “na prevenção, através da formação de cuidadores, familiares e os próprios idosos.” Para isso, exige um Plano específico para reduzir esse problema que, segundo Heredia, aumentou em matéria de denúncias 26 por cento desde a chegada do presidente do Governo, Mariano Rajoy, na Ocasião.


O deputado socialista lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que o abuso contra os idosos é um problema importante de saúde pública. Este tipo de violência é, fundamentalmente, psicológica, mas podem ocorrer episódios que vão desde as faltas de respeito a lesões e agressões.


Além disso, indica que a Confederação Espanhola de Organizações Maiores (CEOMA) só será notificado de um a cada 24 casos de maus-tratos a pessoas idosas, uma vez que não sabem como denunciar, temem as conseqüências que essa denúncia terá sobre a sua situação pessoal e, na maioria dos casos, desconhecem que estão sendo vítimas de abuso ou maus-tratos.


“Para tudo isso, é que apesar das dificuldades com que se deparam na hora de comunicar situações de abuso ou maus-tratos. Muitas vezes essas pessoas não estão nas melhores condições para chegar reclamar”, disse Heredia.